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1/1/2004 |
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Mais séria, só se tirarmos o nome "Aventura" |
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Quando começamos brotou espontaneamente o slogan "Embarque neste projeto! Uma aventura cada vez mais necessária!". Queríamos sensibilizar as pessoas para a importância do tema "gestão das águas costeiras" passando uma idéia de qualidade de vida em que acreditamos. Isto é, a realização de nossos sonhos.
Acreditamos que só é viável permanecer nesta vida perseguindo sonhos e pensamos que os sonhos que valem a pena são aqueles que expandem o tamanho da alma a ponto de reconhecermos em nossos semelhantes uma extensão de nós mesmos. Meio esotérico, você diria, ou religioso. Concordamos em parte. O cientista da UFF/RJ, biólogo marinho Dr. Alphonse Kelecom, nos disse em forma de elogio que o nosso trabalho é o de missionários. Gostamos desta classificação, tende ao sacerdócio de alguma crença, nos remete aos cavaleiros templários, aos andarilos do passado que perambulavam pelo mundo descobrindo, trazendo e levando novidades para os que permanecem num mesmo lugar. Para nós, aventura tem que ter esses componentes, do contrário não vale a pena, a alma permanece do mesmo tamanho.
Mas definitivamente não somos missionários, foi gozação, Kelecom. O que queremos é mais simples. Resume-se em difundir as questões do meio ambiente no âmbito das águas costeiras, do litoral brasileiro. Um trabalho jornalístico pro-ativo, e aventureiro.
Bem, atingimos o nosso objetivo. O de sensibilizar muitas pessoas, que vêm nos apoiando, mas não foi o suficiente ainda para tornar a nossa uma aventura de uma multidão e por isso tornamos a aventura muito mais séria, para provar o quanto ela é necessária: criamos uma entidade sem fins lucrativos, associamos todas os colaboradores do projeto Aventura no Brasil Costal em torno do Instituto Brasil Costal - BRCostal.
Assim, no início era um projeto pessoal, e a partir de 20 de dezembro último passou a ser um projeto coletivo. Nasceu o BRCostal com 28 sócios, com um conselho diretor e fiscal e um organograma operacional desenhado para futuros projetos. De imediato conquistamos a credencial para obter patrocínios de empresas com responsabilidade social que investirão suas verbas de comunicação institucional no trabalho de uma entidade sem fins lucrativos. E quem, por um único momento duvidar desses fins não lucrativos dê uma olhada no orçamento do BRCostal e da própria Aventura no Brasil Costal. É sério, e tememos ficarmos tão sérios que ninguém vai acreditar que se trata de uma aventura.
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| Luís Peazê |
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