"Os livros carregam um oceano de loucuras,
conflitos e fantasias.
Lê-los é navegar, nadar e submergir neste oceano
sem ingerir uma só gota d'água,
quase sempre impossível"

lp.gif (2781 bytes)

 
  alvidiaamazonpequena.jpg (21459 bytes)Alvídia, Um Horizonte a Mais
352 páginas
ISBN 85-88053-01-2
Estylita Editora - Rio de Janeiro, 2000

PERSONAGENS DE ALVÍDIA

A razão de apresentá-los aqui é simples: sem eles eu não teria realizado o meu sonho de construir um veleiro, e velejar cruzando mares tal qual eu havia lido em livros de aventura.

Cabinho, [em ordem cronológica de acordo com a sua participação na história] ou Roberto de Mesquita Barros, "yacht designer", foi o primeiro responsável. Sua história narrada no livro Do Rio à Polinésia e outros livros me inspiraram a construir um barco com as próprias mãos e velejar por aí.

It's Here Now (Are You?)
by Bhagavan Das
BhagavanDas.gif (10178 bytes)Bhagavan Das me convidou para dividir uma cabana em Mill Valley, na Califórnia. A minha iniciação. O conheci numa festa de esotéricos, adeptos da Meditação Transcedental e outras práticas espirituais. Eu andava sem destino pela Califórnia e minha vida estava tomando um rumo perigoso quando esbarrei com Michael Riggs, seu nome americano. E foi o guru dos inconformados dos Estados Unidos dos anos setenta, enttre eles: Allen Ginsberg, Allen Watts, Ram Das, Tim Larry e de Jerry Garcia, o líder da banda Greatful Dead. Bhagavan Das, um sadhu consagrado entre os indianos, foi iniciado e treinado por Sri (1008) Sri Sri Sri Neem Karoli Baba, Maharaji (em hindu: o grande rei). "...Luís, love is love Luís, love is love..." Bhagavan Das.

Steve, Maureen,
Ron e Helga a bordo do suntuoso Nautilus
steveron.jpg (30496 bytes)Steve Sulis, o Embaixador do Parramata River, morador do veleiro Nautilus, primeiro veleiro australiano a participar da famosa America's Cup, nem imaginava que eu nunca havia velejado, mesmo assim implorou para que eu não me aventurasse no Mar da Tasmânia. Para ele eu estava me atirando num precipício, e levando Helga comigo... Pois não é engraçada a vida? Hoje em dia eu aconselharia da mesma forma qualquer um em circunstâncias semelhantes a minha na época. Sem desencorajar a pessoa com respeito ao seu sonho, exatamente como Steve fez.

Larry H. Schonsee, "shipwright", um artista de trabalhos náuticos em madeira, poeta e amante dos livros, da boa comida, do vinho e de uma boa conversa. Larry vive na Austrália em seu veleiro centenário, o Raukawa de dois mastros, pintado com cores pastel ton sur ton. Dele aprendi a não dar relevância ao horário civil... Me revelou um dia que tinha vontade de viver numa casa, pois segundo ele em toda sua vida viveu ou em barracas ou barcos, sempre em lugares remotos da Terra. Enfim um personagem especial, que certamente povoa os sonhos de aventura de muita gente.

Entre Lloyd e Suruj a bordo de Alvídia, Austrália
lloyd.jpg (22760 bytes)Lloyd Williams (in memoriam), uma enciclopédia em pessoa com relação à vida, um livro sagrado de segredos náuticos para se consultar em situações extremas... De suas muitas atividades gosto de destacar quatro: foi instrutor de vela de personalidades australianas do meio náutico, foi proprietário e capitão de navios cargueiros no Pacífico Sul tendo enfrentado vários furacões a bordo, fundador da Williams College, e autor do livro Boating Digest & Reference, uma bíblia náutica. Do curto convívio com Lloyd aprendi muitas coisas práticas de marinharia que de algum modo acabaram se transformando em ensinamentos espirituais para qualquer ocasião... Gosto de repetir algumas de suas frases que, na acepção mágica da palavra, me encantaram. Disse-me ele; "Luís, quero lhe ensinar algumas manobras mentais que você terá que praticar sozinho infelizmente, pois, ou você não terá paciência para as teorias ou eu não viverei tempo suficiente para ensinar-lhe na prática", e uma dessas manobras mentais que ele se referiu foi a seguinte: "a primeira tempestade será a pior, o seu maior teste, depois todas as outras serão relativas, você terá adquirido parâmetros, por isso domine o susto e aprenda tudo o que puder com a primeira". Ou então: "nem pense em ser mais forte que o vento e o mar, tente apenas ser inteligente para entendê-los, seu barco foi desenhado para estar nesse ambiente, é você quem deve se adaptar a ele"...

Com Willie a bordo de Alvídia, Church Point, North of Sydney
willie1.tif (367208 bytes)Willie,Wilhelm Altmamn, alemão, abandonou a engenharia de processos industriais e a aviação, e radicou-se permanentemente no mar a partir do Cape Town, África do Sul... O conhecemos na Austrália a bordo de seu Sagita III, meses antes de nos atirarmos no precipício. Outro anjo na nossa rota... Me ensinou navegação astronômica com o auxílio de uma batata. Além dessa aula e um punhado de cartas náuticas, me deu o seguinte empurrão: "vá, vá para o mar, se você foi capaz de construir esse veleiro você é capaz de velejá-lo, tem que velejá-lo"...

Brian, Elizabeth e Sarah
wpeF.jpg (4293 bytes)Brian Kelly , parecia um filme, e até nas horas de sofrimento eu entrava num filme... Brian numa luxuosa firma inglesa de advocacia especializada em compra e venda de "holding companies", no centro financeiro de San Francisco, eu todo sujo de resina numa marina caindo aos pedaços, em Sydney, Austrália - falávamos ao telefone, e é claro eu estava usando um telefone público me esvaindo junto com os minutos do cartão... Brian foi outro anjo na nossa história.

Helga entre Gene e Kay a bordo do Noku Nani II, Coffs  Harbour, NSW
gene.jpg (26713 bytes)
Gene, para mim outro herói anônimo, há vinte anos vivendo no mar com sua esposa Kay, ambos beirando os setenta anos de idade cronológica e exibindo uma vitalidade de no máximo uns trinta... Em sua casa, quero dizer, seu barco, tudo é feito a mão por ele mesmo... Além do prazer de sua companhia me deu o seguinte ensinamento: " Luís, não exija mais que o necessário de seu barco, veleje sempre com uma folga, procure andar a favor do vento, e quando você estiver pulando de alegria como uma criança no convés é porque finalmente aprendeu a velejar"...


John e Dee Deegan,do yacht Sotalia... Instrutores de Vela ligados à Escola de Vela e Construção de Barcos da Revista Wooden Boat. Dois anjos que nos salvaram do naufrágio. Não de um naufrágio clássico, barco afundando essas coisas... De um muito pior, o naufrágio de um sonho, ao invés de nos resgatar simplesmente, nos mostraram o caminho para seguir em frente.... John tem uma característica que eu gostaria de ter: parece que está sempre com um sorvete na mão, a vida para ele é em cada minuto um sorvete na mão...

Michael, Des, eu e Claude. Northern Territory, Arafura Sea.
michaeldes.jpg (13768 bytes)Michael e Des, do Pangur Bán. Dois anjos irlandeses no nosso caminho... Dada a idade dos anjos que se interpuseram em nossa rota, eu já havia tido provas de que não é verdade que quanto maior a longevidade menor será o espírito jovem... Necessariamente não. Em Michael e Des eu aglutinei esta certeza incontestável.

Bernard & Bia, do Guenaskel. Ele francês de nascimento e mais carioca de espírito do que eu que sou gaúcho radicado no Rio. Bia, carioca da gema... Que gostoso foi encontrar estes dois anjos no mar.

Eu, Sérgio e Ulisses
wpeA.jpg (4361 bytes)Ulisses, Sérgio, Helga, suas irmãs Sandra e Andréia e tantos outros que não estão na foto: quantos amigos de verdade são necessários para um homem realizar o seu sonho?  Todos os personagens do livro, inúmeros, deveriam talvez estar destacados aqui, mas eu acabaria por reescrever o "Alvídia" se assim o fizesse. A eles então dedico esta página com carinho e respeito.


Repercussão

Matérias sobre o Alvídia foram publicadas em revistas, jornais, rádio e televisão, mas os testemunhos de leitores, que não páram de chegar ao autor é que são uma garantia de boa leitura, de boa aventura. Há mesmo leitores que compram vários exemplares para dar de presente.

"Li o Alvídia inteirinho. É uma uma história muito forte, é muito mais do que uma aventura." Luiz F. Vieira - Editor da Artes & Ofícios.

"Li o Alvídia em dois dias, não consegui largar, perdi o sono, fiquei comovido pelo que vocês passaram, Eileen chorou. Ah, você escreve muito bem, o livro será um sucesso" Roberto Barros, o "Cabinho", Yacht Designer. 

"Está aí gente, Luís Peazê, escritor e velejador, o homem que conseguiu realizar o seu sonho, quantas pessoas hoje em dia conseguem realizar um sonho?" Cleuza Maciel, apresentadora de programa da TV Bandeirantes introduzindo Luís em seu programa de entrevista (1996).

"Que história fascinante e o jeito que tu narras, é tão forte, está me fazendo repensar a minha própria profissão" Luiz Gonzaga, repórter do Diário de Canoas, Grupo Editorial Sinos, RS.

"Meu Deus, que história, vocês são uns loucos, mas eu mesmo estou repensando um monte de coisas na minha vida" José Emanoel Mattos, Ex-Secretário de Redação de Zero Hora/RS, Ex-Assessor de Imprensa do Governador do Estado do Rio Grande do Sul.

"...this is among the best pieces of writing I have read by a Brazilian author. Luís Peazê writes in a clear, concise manner that really captures the reader's attention and interest... If I had to guess, I would say that "Alvídia" could do well in the U.S. market." Alan R. Clarke é agente literário e tradutor de autores latinos para os Estados Unidos, incluindo em seu portfolio o escritor Paulo Coelho.

J.J. Keruvickz

J.J.Keruvickz é Doutor em Letras
pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com especialização em crítica literária na Universidade de Iowa, Estados Unidos

(...) Luís enquanto protagonista conta a sua aventura inédita e comovente ao lado de Helga sua esposa, mas é Peazê o responsável por convencer o leitor a entrar na aventura também. Escapa com obstinação da primeira pessoa driblando as exigências da semiótica sem feri-la, e evitando a monotonia de uma narrativa que poderia ser apenas linear. Mistura a ingenuidade do Luís aventureiro com a paixão exacerbada do Luís escritor. Há uma bifurcação entretanto onde os dois luíses se fundem, é quando um e outro se entregam ao sonhar, sem constrangimento, iluminando desta forma o contexto numa linha reta e visível do início ao fim. Peazê tem a sorte de escrever com abundância de fatos, e personagens riquíssimos de carne e osso, mesmo assim não perde a oportunidade de criar imagens e fazer poesia, chega a misturar versos de Drummond por exemplo, com sua própria vida anexando a prova imediatamente. Com certeza ganha o desafio de nos apresentar um livro de aventura diferenciado. Encontra-se um precedente na literatura de Hemingway, que com sua consagrada reputação se dá o direito de escrever pouco em "O Velho e o Mar" - onde nos coloca dentro de um barco a remos a lutar com um peixe gigante nos fazendo sentir até o rasgar da carne dilacerante de ambos, caça e caçador, alternando diante de nossos olhos quem é um e quem é o outro. Luís Peazê não sendo consagrado enfrenta uma trajetória regurgitante e realiza uma obra mais que digna. Alvídia é um livro e uma história de vida marmorizadas numa única peça, ou uma viagem que vale a pena se embarcar, uma viagem de algum modo necessária, um horizonte a mais...


Outros livros do autor:

Tradução de Por Quem os Sinos Dobram, de Ernest Hemingway

Crônico - uma aventura diária - Nas Esquinas do Rio

O Elo Perdido da Medicina (medicina) co-autoria com o Dr. Eduardo Almeida Phd

O I Simpósio do Semblante Nacional (sátira)

O Punhal de Pedra (romance)

A Skeleton In God's Closet (romance/ficção)
O Esqueleto no Guarda-roupas de Deus (tradução)

Poesia

Copyright © 2002, 2003  Clínica Literária Consultoria, Planejamento, Editora e Notícias Ltda.