NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO

logo_us.gif (7263 bytes)

ASSINATURA

nome:

e-mail:

cidade e estado:

  

COMPRAR LIVROS

davinci.gif (9145 bytes)

amazongifb.gif (1428 bytes).

ANUNCIAR

<<ad-editorial>> banner>> projetos taylor made>> entre em contato>>

mundo
Charge pirateada do site da ASA
ASA Seeks End to Seed Piracy in Brazil
Yo ho ho and a bag of pirated soybean seed.
asapirate.gif (123133 bytes)
Bush ameaça Brasil
com armas químicas

por Luís Peazê

Da mesma forma que as armas químicas letais agem de modo inicialmente imperceptível e nem sempre estourando como bombas convencionais, falso motivo para a recente invasão ao Iraque, o presidente Bush e seus asseclas estão agindo dentro e fora dos Estados Unidos como senhores do mundo e por interesse próprio.

A ASA – American Soybeam Association (Associação Americana de Soja) faz graves acusações em seu site  contra agricultores brasileiros. A ASA afirma que pelo menos 70% da produção semeada no Rio Grande do Sul em 2002 é de soja transgênica, e que 30% da produção de soja do país é ilegal, fruto da pirataria de suas sementes transgênicas da marca Roudup Ready e que agricultores estão contrabandeando sementes através da fronteira com a Argentina para o território brasileiro. Esta marca de sementes é de propriedade da Monsanto, poderosa empresa americana que está interessada apenas no recebimento de royalties pelo uso de suas sementes, indiferente se no Brasil se quer alimento geneticamente modificado (nossa lei proíbe o plantio de transgênico), ofensivos ao ser humano e meio ambiente como um todo. Seguem os fatos alarmantes desta verdaderia guerra de armas químicas patrocinada por um seleto grupo do alto escalão da administração Bush, incluindo o próprio tirano, à frente dos futuros acordos da ALCA:

A Monsanto contribuiu com o caixa da campanha do senador John Ashcroft e do Secretário de Serviços Sociais e Saúde Tommy Thompson. O Secretário de Defesa Donald Rumsfeld e a Secretária da Agricultura Ann Veneman foram executivos de empresas de propriedade da Monsanto, que controla 80% do mercado global de sementes transgênicas RoundupReady, assim como da herbicida Roundup, compatível com lavouras originadas de transgênicos da mesma marca, mas devastadora para as demais. Isto é, a Monsanto fabrica a droga para matar as pragas e as sementes apropriadas para sobreviverem à droga. Ela ainda comercializa a semente Terminator, que germina produtos com sementes estéreis obrigando o plantador a comprar novo lote de sementes para a safra seguinte, ou, para aquelas que ainda não têm a característica Terminator, os agricultores devem pagar royalties à Monsanto cada vez que jogam uma semente na terra.

A escolhida de Bush para a admnistração da Agência de Proteção Ambiental, Linda Fisher, foi chefe lobista e fomentadora de fundos para políticos junto à Monsanto. Inúmeros executivos trocaram de cadeira da Monsanto para a Adminsitração de Drogas e Alimentos (FDA – Food and Drug Administration) que funciona mais como um braço forte da indústria biotécnica do que uma agência regulatória. Como se a Nestlè no Brasil gerisse a agricultura, agropecuária e indústria de remédios, e comandasse a Agência Nacional de Águas, o que na verdade falta pouco se a sociedade civil não agir junto ao Ministério Público imediatamente e em bloco.

Uma safra biotécnica originada de sementes da Monsanto é geneticamente calculada para tolerar a herbicida Roundup, uma estratégia de mix de produto da empresa para vender mais do super-tóxico Roundup. A sua propaganda promete aos agricultures que sua herbicida pode ser aspergida sobre a plantação de sementes RoundUp Ready exterminando as pragas mas deixando intacta a produção. Segundo artigo de Martin A Lee, Prêmio 1994 Pope Foundation Award para jornalismo investigativo, o Dr. Charles Benbrook do Centro de Política Ambiental e Ciência, em Sandpoint, Idaho, USA, os agricultores têm sentido necessidade de aumentar gradualmente as doses de herbicidas Roundup em suas fazendas. Uma estratégia de aumento de consumo conhecida do marketing predador, como presenciei pessoalmente há alguns anos na indústria de cigarros que fabricava papéis para cigarros incluindo drogas na composição já altamente tóxicas daqueles papéis, e furinhos minúsculos filtrantes, para que os cigarros queimassem mais rápidos quando fumados ao ar livre, hábito que tornou-se comum pela tendência a se proibir o fumo em ambientes fechados. Da mesma forma que gastou dinheiro financiando campanhas em décadas passadas para que as mulheres se liberassem e começassem a fumar, em público, isto é, não era a liberação feminina e os direitos humanos o almejado.

Há uma década quase não havia transgênicos nos Estados Unidos. Hoje mais de 70% dos alimentos são transgênicos e não se tem tempo de experimentação nem provas suficientes de que não há riscos graves ao meio ambiente, a inserção de novos organismos (plantas, micro organismos, animais, seres vivos) que não foram criados espontaneamente pela natureza.

No Brasil é proibida a agricultura de transgênicos e o decreto Federal número 3.871/01 de 18-07-2001, disciplina a rotulagem de alimentos importados que contenham ou sejam produzidos com organismo geneticamente modificados. Quanto à qualidade de vida, que é o que nos interessa, a alteração genética é feita para tornar plantas e animais mais resistentes e, com isso, aumentar a produtividade de plantações e criações. A utilização das técnicas transgênicas permite a alteração da bioquímica e do próprio balanço hormonal do organismo transgênico, possibilitando a produção de animais, por exemplo, maiores e mais resistentes à doenças graças a essas técnicas. Sem contudo sabermos os efeitos ambientais.

Nos EUA, os produtores têm que assinar contrato se comprometendo a pagar royalties pelas sementes transgênicas. E ainda, se comprometem a não guardar sementes transgênicas produzidas em uma safra para o plantio na safra seguinte, e a não comercializar estas sementes.

É sabido que o objetivo de lucro e os métodos de gerenciar negócios dos americanos é tão entranhado na sua cultura que a sua própria vida é administrada segundo o princípio prático do gerenciamento, e eles foram aceitando ao longo da história toda a sorte de progresso e transformação, inclusive religiosos, sob a proteção do antigo bordão de marketing cuja definição original é: "ações para satisfazer necessidades"; distorcido para a "geração de necessidade e criação de demanda, fertilizando o terreno para o comércio, consumo, e por fim o lucro em escala, o status e o poder de fogo".

O interesse de empresas como a Coca-Cola, por exemplo, e a Nestlè, que como a NASA e as grandes petrolíferas são as poucas entidades que possuem mapas geológicos globais e monitoram os recursos naturais do mundo a partir de satélites, é privatizar os recursos hídricos mundiais, notadamente residentes no hemisfério sul, onde 13% da reserva mundial está nos lençóis freáticos e rios brasileiros, um reflexo claro daquela cultura devastadora e alimentadora das guerras, onde vence o mais forte. Outro pomo nevrálgico, e tão ou mais invisível do que os transgênicos, é a irradiação de alimentos para conservação e viabilização de comércio transfronteiriços, alongando o tempo de vida de produtos perecíveis. É sabido que quando se aumenta a vida dos alimentos se diminui a vida dos animais que deles se nutrem. Seja o método de irradiação pelo bombardeio de elétrons ou por radioisótopos, acontece o empobrecimento de nutrientes nos alimentos entre outros efeitos nocivos à vida animal, racional e irracional. No Brasil não há legislação clara quanto à irradiação de alimentos, mas a empresa americana Surebeam, acaba de socorrer a TechIon, empresa moribunda do empresário José Francisco Buffara de Medeiros, com15 milhões de dólares e passará a irradiar frutas ao lado da Ceasa, no Rio de Janeiro, tudo feito na surdina porque este é um mercado de bilhões de dólares anuais, e, quem ancora primeiro no mercado, vencerá todas as guerras futuras. Para se ter uma idéia da amoralidade que permeia este negócio, numa entrevista por telefone, Buffara entendeu que eu não era especialista no assunto e disse que havia uma certa empresa chamada Surebeam no mercado, mas não sabia se ela estava operando.

Este é o jogo e estilo do Presidente Bush, esperto em negócios de vulto, de petróleo, de reconstrução de países dizimados por bombardeios premeditados, indiferente ao que acontece aos demais seres vivos, incluindo os próprios americanos, tratados por ele como saudáveis animais estabulados prontos para o abate

Copyrigh©2003  Luís Peazê é escritor e jornalista www.luispeaze.com agua@luispeaze.com

 

 

prnewslogo.gif (2771 bytes)

 

Copyright © 2002 Clínica Literária Consultoria, Planejamento, Editora e Notícias Ltda.
Termos e condições de uso - Política de reciprocidade - Correções - Contato