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Ambiente Marinho - Ciência & Tecnologia -
Jornalismo - Mundo
5 Giros em busca de Lixo
Marinho dá um Alô do Atlântico Norte
Por Stiv J. Wilson
(Tradução Luís Peazê/ Global
Garbage) Publicado em 15//02/2009 17:50
Hoje a maioria das pessoas
ambientalmente conscientes sabe sobre o redemoinho gigante de lixo marinho no giro do
Pacífico Norte, descoberto em 1997 e publicado em 1999 pelo Capitão Charles Moore (leia
tradução de Luís Peazê - 2004), fundador da Fundação Algalita de Pesquisa
Marinha. Mas a mídia internacional foi morosa ao noticiar a descoberta de Moore, milhas e
milhas de lixo marinho. Somente em 2005 os principais veículos de comunicação
começaram a reportar a descoberta de Moore no Giro do Pacífico Norte e, então, o
assunto ganhou a atenção mundial agora é a vez do Giro do Atlântico Norte.

Anna Cumins a bordo do Sea Dragon no Mar de Sargaço rumo aos
Açores - Projeto 5 Giros (5 Gyres) - Mais fotos e informação no site da Global Garbage
Os pesquisadores da Algalita e
da Livable Legacy, Dr. Marcus Eriksen e Anna Cumins, formaram uma força tarefa de
artistas, ativistas oceânicos, jornalistas e cientistas para varrer o giro do outro lado
da América do Norte, numa expedição a procura de resíduos, como parte de uma
iniciativa de cunho científico chamada de Projeto
5 Giros (5 Gyres Project) que pode ser conhecido no url www.5gyres.org. e que incluirá, além do Atlântico
Sul, mais outros dois giros.
Hipoteticamente, segundo Eriksen
e Cummins, todos esses giros coletam lixo marinho da mesma maneira que o Pacífico Norte,
através de um vórtice giratório, formado pelas correntes e ventos oceânicos. Como
jornalista e representante da Surfrider Foundation, a bordo da embarcação de pesquisa da
Exploração Pangaea, o Sea Dragon, reportando diretamente do Giro do Atlântico Norte,
via satélite, posso confirmar que existe outra mancha mundial de lixo marinho, aqui, numa
sopa dispersa de plástico onde estamos flutuando enquanto escrevo. Exatamente agora, às
19:31 GMT (14 de fevereiro de 2010), nossa posição é aproximadamente 500 milhas SE das
Bermudas e a 1000 milhas SW dos Açores.
Desde nossa partida das
Bermudas, na última quinta-feira, a equipe científica vem coletando dados sobre a
densidade de plásticos a cada 50-100 milhas (quando as condições de tempo permitem),
enquanto velejamos na direção leste numa travessia para a Europa. Com um dispositivo
especificamente projetado para varrer a superfície da água e ligeiramente abaixo do mar,
chamado MantaTrawl (manta de arrasto), coletamos 12 amostragens na segunda perna de nossa
travessia, até o momento. A MantaTrawl colhe uma amostragem de 60 cm por 25 cm do oceano
durante um período de três horas cobrindo 7 milhas. Na primeira perna, das Ilhas Virgens
(EUA) para as Bermudas, coletamos 20 amostragens. Em ambas as pernas, cada amostragem tem
evidenciado fragmentos de plástico em cada arrasto. Variando em densidade, amostras de
uma perna já foram enviadas de volta para os laboratórios da Fundação Algalita, na
Califórnia. Além de plástico fragmentado e fotodegradado, encontramos o que é
conhecido como Leiras, áreas no oceano onde as correntes e ventos conspiram para formar
manchas densas de coleta de lixo marinho. Neste lugar, frequentemente pontuado
por grandes colchas de sargaços (plantas que crescem na superfície do Atlântico nesta
área, conhecida como Mar de Sargaço), é onde estamos encontrando grande acúmulo de
plástico, em grandes volumes, flutuando na superfície.
Aqui longe nós estamos
encontrando caixas de leite, isqueiros, escovas de dente, tampas de garrafas, cápsulas de
munição, suportes de fio dental, baldes e tampas de baldes, tubos de plástico, frascos
de removedores de esmaltes de unhas, e todas as formas de mercadorias de plásticos que
alguém pode encontrar nos supermercados ao redor do mundo. Trabalhando em equipe, a
tripulação coleta esses resíduos do convés do Sea Dragon com uma rede enorme de pesca
e examina o conteúdo. O resultado vem escalonando. Definitivamente, é difícil imaginar
o tamanho do problema que está neste exato momento também afetando o Atlântico, a
exemplo do que já foi visto no Pacífico, porque nossa capacidade é a de uma agulha num
paiol um veleiro de 72 pés (21,5 metros) no meio da vastidão de um enorme oceano.
Mas, o que se pode afirmar com certeza, levando em conta os dados que já coletamos ao
longo dessas áreas inspecionadas, é que o problema do plástico nos giros oceânicos do
mundo é, pelo menos, duas vezes mais grave do que os pesquisadores conheciam antes, isto
é, onipresente tanto Pacífico quanto no Atlântico.
Mais sobre Lixo
Marinho
Original:
Greetings from the North Atlantic Garbage Patch
By Stiv. J. Wilson
http://www.huffingtonpost.com/stiv-j-wilson/greetings-from-the-north_b_461775.html
By now most of the environmentally conscious are aware of the giant
swirling garbage gyre in the North Pacific, originally discovered in 1997 by Captain
Charles Moore, founder of the Algalita Marine Research Foundation. Moore first published
on his travels in to the North Pacific Gyre in 1999, though the media was slow to react to
his tales of plastic islands, and miles upon miles of marine garbage. By 2005 major news
organizations began reporting on Moore's North Pacific Gyre, and the issue gained
attention worldwide. Now, a team of researchers from Algalita and Livable Legacy, Dr.
Marcus Eriksen and Anna Cummins have brought a team of artists, ocean activists,
journalists, and scientists to the other side of North America on an a North Atlantic
expedition to look for plastic debris as part of a new research initiative, the 5 Gyres
Project (5gyres.org).
Worldwide, there exist five major oceanic gyres and it is
hypothesized by Eriksen and Cummins that all of these gyres will collect marine debris,
much in the same way that the North Pacific does. Due to the manner by which ocean
currents and tradewinds work, they form what is essentially a massive spinning vortex. As
a journalist and representative of the Surfrider Foundation aboard the Pangaea
Explorations research vessel Sea Dragon, reporting directly from the North Atlantic Gyre
via satellite communication, I can confirm that another worldwide garbage patch exists,
here, in a disperse synthetic soup we're currently floating upon. As of the time of this
writing, 19:31 GMT, our position is roughly 500 miles SE of Bermuda and a 1000 miles SW of
the Azores.
Since our departure last Thursday from Bermuda the science team has
been collecting data on plastic density every 50-100 miles (weather permitting) as we sail
easterly across the Atlantic towards Europe. With a device specifically engineered to skim
the surface of the water and just below called a MantaTrawl, we have collected 12 samples
on the second leg of the journey thus far. The MantaTrawl takes a 60cm. by 25 cm. sample
of the ocean over a three hour period covering about 7 miles. On the first leg, from the
US Virgin Islands to Bermuda, we collected 20 samples. From both legs, each sample has
shown evidence plastic fragments in every trawl. Varying in the density, the samples from
the first leg have already been shipped backed to Algalita labs in California. Beyond
fragmented and photodegraded plastic, we've come across what are called Windrows, areas in
the ocean where currents and wind patterns conspire to make 'patches' where debris
collects densely. These areas, often marked by large swatches of sargassum (a plant that
grows on the surface of this area of the Atlantic known as the Sargasso Sea) are where
we're finding large collections of plastic, in big chunks, floating on the surface.
Thus far, we've found plastic milk crates, lighters, toothbrushes,
bottle caps, shotgun shells, dental floss holders, buckets and bucket lids, bleach
bottles, antifreeze bottles, plastic bags, plastic tubs, nail polish remover bottles, and
every manner of plastic goods one would find in any grocery store across the world. As a
crew, we collect this debris from the deck of the Sea Dragon with large fish nets and
examine the contents. The results have been staggering. Ultimately, it's difficult to
imagine the size of the problem that is now affecting the Atlantic too because our vantage
is that of a needle in a haystack -- a 72 foot research sailboat amidst the vast
wilderness of an enormous ocean. But what's certain, given the data and debris collected
already along a transect, is that the problem of plastic in oceanic gyres worldwide is at
least twice as bad as researchers knew before and is ubiquitous in the Atlantic as
well.
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Leia Também:
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O Maior Aterro de Lixo do Mundo está Localizado
no Meio do Oceano
Por Capt. Charles Moore, traduzido por Luís Peazê
Uma bomba-relógio no fundo do mar
Por John Hemingway traduzido por Luís Peazê
Global Garbage.org (farto
material sobre o assunto)
*Luís
Peazê, que já jogou bola, é escritor e jornalista (MTB 24338), tradutor de
"Por Quem os Sinos Dobram" de Ernest Hemingway. Dirige a Clínica Literária
Consultoria e Agência de Notícias e o Instituto Brasil Costal BRCostal,
entidade sem fins lucrativos dedicada à difusão das questões do meio ambiente marinho e
costeiro www.luispeaze.com/brcostal

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