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Alvídia - Um Horizonte a Mais
ISBN 85-88053-01-2
Stylita Ed. 352 pgs.

O Elo Perdido da Medicina
Imago Editora (2007)
Co-autoria Luís Peazê e
Dr. Eduardo Almeida, PhD
ISBN 978-86-312-1017-8

O Punhal de Pedra
ISBN 85-85696-43-5
Quartet Editora, 193pgs
Edição numerada (esgotada)

Por Quem os Sinos Dobram
Ernest Hemingway
Tradução de
Luís Peazê

O 1 Simpósio do Semblante Nacional
ISBN 85-88053-02-0
Quartet e Stylita 80 pgs.
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A economia
da cadeia produtiva do livro
Fábio de Sá Earp e Goerge Kornis
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O dia em que o mundo virtual
desapareceu, ficou real
20/01/2009 por Luís Peazê
Há um case antigo, secular, de marketing,
do qual talvez os novos (com menos de 30 anos de idade) gurus da internet nunca tenham
ouvido falar, ou, se ouviram, o entenderam como um momento comic relief, aquele gag dos
filmes de ação para relaxar a platéia... Refiro-me ao caso da estrada de ferro no velho
oeste americano, implementada sob o bordão de que iria "levar o progresso"
àquelas terras e mentes áridas do gun smoke. Disseram os gurus jurássicos do século
passado que se a promessa da estrada de ferro fosse (simplesmente) "levar mercadorias
ou passageiros", ela no mínimo seria mais longeva... A promessa apropriada teria
sido a cenoura à frente da busca tecnológica pela eficiência, produtividade,
lucratividade etc. daquele meio de transporte.
Resultado: o tão chamado progresso chegou, chegaram de fato alguns dos problemas
antecipados por muitas pessoas contrárias à estrada de ferro e ela foi perdendo terreno,
já não levava mais sozinha o progresso. Vieram os automóveis, os caminhões, os navios,
os aviões e hoje a internet chega lá, tudo com muito mais rapidez. Aliás, vem de lá,
do velho oeste, para cá.
Da mesma forma, o bordão "mundo virtual" talvez tenha sido o maior erro
lingüístico conceitual de marketing que os primeiros desenvolvedores da internet
cometeram. Confira aqui.
Tempestade ou céu de brigadeiro?
E nós, aqui no mundo real dos bastidores da internet, não paramos de nos referir ao
mundo virtual, empilhando novos problemas para novos males que a internet inevitavelmente
nos cria diariamente, dada a sua natureza volátil, dinâmica e de ilimitado alcance.
O primeiro problema, cuja solução veio rapidamente, foi provocar e medir o número de
visitas nas páginas da internet. Era ainda uma velha atitude do marketing tradicional. Em
menos de 10 anos, isso virou quase uma sucata, sozinho não quer dizer absolutamente nada.
Para um fundo de investimento não se sugere P2P (path-to-profitability), por exemplo. Um
pouco mais tarde, brotou do Vale do Silício a palavra webmetrics (ok, há quem diga que
foi na costa leste americana ou no leste europeu), criou euforia, mas logo surgiu quem
começasse a provar que a internet não produz massa crítica e a análise métrica da web
deve ser contextualizada; enquanto ocorriam essas e outras alternâncias naturais nesse
novo ambiente de mercado, bolhas e sonhos sólidos nasceram na mesma velocidade com que se
desmancharam na rede. Fato: da intranet à internet, do e-learnig ao e-commerce, da
conectividade à portabilidade, da blogosfera à taglândia, dos sites de relacionamento
ao mundo obeso dos search engines, a locução mais utilizada, mesmo que não seja
pronunciada na realidade, é "mundo virtual".
Se instalássemos uma ventoinha na Av. Paulista (para ficar só no Brasil) a rodar cada
vez que a palavra virtual viesse à mente das pessoas, incluindo nós mesmos, que
materializamos (?) o mundo virtual, certamente viveríamos numa permanente tempestade. Mas
queremos tempestade ou queremos navegar num mar de almirante e num céu de brigadeiro?
Os bem-sucedidos cartões de crédito
Individualizar não significa necessariamente separar.
Podemos aceitar que somos todos parte de uma nova e única civilização de enorme mistura
de culturas e não passamos de múltiplas sociedades cercadas precariamente. Pois,
aceitando este status quo, da mesma forma que erramos ao chamar a internet de mundo
virtual, podemos aceitar que estamos errando mais uma vez ao nos auto-condenarmos como
meros indivíduos. Estamos nos auto-condenando à liberdade criando um paradoxo; pois, se
há condenação, não importa se é à liberdade, quando é uma condenação injusta, por
crime nenhum.
Mas no mundo dos negócios é proibido filosofar. Certo. Então, o que se quer afirmar é
que estamos dando muita ênfase na individualização de cada usuário, falando muito em
monetização por viewer, gastando muitos recursos com abordagens one-to-one e outros
desvios igualmente dispendiosos, antes de nos concentrarmos em transformar o mundo virtual
em real. Ao enfatizarmos a idéia de mundo virtual, criamos uma tendência negativa. Um
público mais à vontade, espontâneo, tende a formar grupos e é bem mais fácil fazer
promessas a grupos, e atendê-las, do que a cada indivíduo.
Há casos de sucesso. Os cartões de crédito são um exemplo de caso bem-sucedido, de
conceito original adequado. Observe-se que os antigos vouchers com carbono foram
substituídos por maquininhas; uma compra por um website é feita por cartão de crédito
fazendo-se o input, a digitação de números; para citar apenas dois exemplos, mas
continuamos dizendo que compramos com cartão de crédito, a idéia do mesmo plástico,
passada por Dustin Hoffman no filme The Graduate.
O fenômeno viral
Há sinais claros no horizonte próximo de que o mundo virtual está perdendo terreno,
importância, na mente das pessoas, como aconteceu com a estrada de ferro. Leia-se perder
importância por incorporar-se à paisagem do inconsciente coletivo. Alô! Há muito tempo
que a internet não é utilizada somente no computador tradicional o é cada vez
mais por celular, automóveis, televisão, billboards e vários outros gadgets que os
amigos do e-mundo aí sabem muito bem. Desta forma, que tal combinarmos abolir a
expressão virtual para sempre? Condená-la a um museu?
Os futurólogos talvez ecoem que a tendência é essa mesma, vivermos cada vez mais no
espaço fractal e dos prismas de consciência. Calma, não consta que o homem tenha sequer
chegado perto de tal avanço de vida inteligente. E o mais energizado e genial
profissional do meio dirá: "Ah, a internet é isso, tudo acontece à velocidade da
luz e a gente está aqui para isso mesmo." Certo. Mas duvido que no íntimo, diante
de um cliente, da perspectiva de uma conta longeva, ou de um emprego dos sonhos, em sã
consciência, você é assim valente todas as segundas-feiras.
Mas o que está mais longe ainda de ser inteligente é esse esforço de arrancar
indivíduos da rua e trazê-los para a internet e imobilizarmos aquele indivíduo que já
está na internet para que ele não vá para a rua. A distinção matemática desses
ambientes é simplista. Marketing, na acepção ampla do termo, é muito mais do que isso.
Ora, o fenômeno viral (expressão que adquiriu significado ambivalente somente com o
surgimento da internet) é uma realidade possível e útil muitas vezes. Chegamos a um
ponto em que podemos provocar o dia em que o mundo virtual desapareceu, ficou real. De
início, aumentamos nosso público ao tamanho que ele é na realidade.
Afinal, o mundo real é ou não é muito mais maravilhoso? Pergunto daqui do deck de um
veleiro, na Costa do Descobrimento, sul da Bahia, sobre uma maravilhosa barreira de
corais, num dia ensolarado, águas mornas, brisa e visual de coqueiros, utilizando via
wifi a rede de uma landbase.
Luís Peazê é escritor e jornalista (MTB 24338),
tradutor de Por Quem os Sinos Dobram de Ernest Hemigway. Dirige a Clínica Literária
Consultoria, Traduções, Editora e Agência de Notícias. www.luispeaze.com Foi programador e analista de
sistemas nas décadas de 1970/80, publicitário, analista de marketing e empresário
fabricante de componentes para life style products nos Estados Unidos e Austrália.
Reprodução somente com a autorização e indicação da fonte Copyright Clínica
Literária 2009.
Falta pouco para nunca
mais lermos jornais do mesmo jeito
O jornal online mudou alguma coisa na imprensa? Procurei um
especialista em Internet para especular sobre um certo traço Leia mais>>>
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publicados no OhmyNews INTERNATIONAL
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It is not fair to pay more for the mail than for the book - Strange enough is that, after knowing the well known certifiers, the major
bookstore chain called Siciliano (any relation with the Godfather film
about Mafia is a mere coincidence) Read more at>>>
OhmyNews
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a story worth more than a thousand words
Sooner
than you probably realize you will find that you are reporting what the big media players
can't access, or don't want to look at. And this is the revolution...
Futility of the War on Drugs
Brazil´s new law: Criminalization punishes abuse rather than dealing with its causes...
Bush wins drug war against Lula
The new law
also puts drug policies under a system of justice called SISNAD -- Sistema Nacional de
Politicas Publicas sobre Drogas (National System of Public..
Journalism´s Big Brother
how much, how many, how often you read news...
High land, coastal zone, high seas
a dangerous intersection between environment and
humans... |

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Sécurité! Sécurité! Sécurité!
Traduções de notícias do estrangeiro soçobrando!
O que você faria, se ouvisse no
meio de uma metrópole uma voz apreensiva sussurrando, no seu ouvido, a chamada do
título? Se for um cidadão de qualquer profissão exceto do jornalismo, pensará que
está ficando louco, ouvindo vozes do além. Mas um jornalista entraria em estado de
alerta; em seguida iria querer saber de onde exatamente está vindo; daí em diante é a
rotina de apurar, apurar, apurar e, às vezes, traduzir corretamente antes de publicar a
notícia.
Recentemente fui pego como um
cidadão comum pela notícia de que Mike Tyson envolveu-se em confusão numa boate de São
Paulo, e li a matéria. Andava meio nocauteado de tanta notícia incerta sobre quem seria
indicado para punição na CPI do mensalão, e fiz um desvio para, como dizem os
americanos, limpar o sistema (em português talvez fosse melhor traduzir
clean the system para zerar a paisagem mental, mas, pensando
melhor, às vezes a coisa envolve zerar-se espiritualmente (com uma notícia sobre Mike
Tyson?), deixemos como está). Pois o que aconteceu foi eu ser nocauteado de vez,
literalmente pela tradução das respostas do famoso e bizarro boxeador.
Você diria, muito circunlóquio, não fui direto ao
ponto. Paciência, trabalhar com tradução é assim, parece que vai ser fácil, mas nunca
é. Contudo, é instigante, e vamos direto ao ponto, o espaço aqui é pequeno, como nas
redações, onde a pressa é um vício da notícia:
Após ler várias frases entre aspas, traduções de
respostas de Tyson ao repórter, desconfiei que havia sérios problemas de interpretação
do tradutor. Ao final não tive dúvidas dos danos na e da notícia. Deduzi que a
causa fora a pressa do redator ou a sua falta de experiência, injustificável em
qualquer dos casos, mesmo que repórter, tradutor e redator tenham sido a mesma pessoa, ou
não. A partir daí farejei uma notícia subjacente, ouvi um sussurro e fui investigar. E
a notícia é: as traduções de notícias estrangeiras e de entrevistas com
personalidades internacionais estão com sérias avarias, soçobrando em alto mar.
Bem ao final da entrevista com Tyson o repórter coloca
entre aspas uma de suas respostas, assim: tudo o que eu quero é ser deixado
sozinho. Dois parágrafos acima, Tyson havia revelado que após o seu declínio no
Box, sentia-se abandonado, logo conclui que a frase traduzida, com problemas, teria sido
all I want is to be left alone. A nossa língua também quer ficar em paz, ela
não precisa levar tantos socos assim. Problemas como esse soçobravam ao longo de toda a
matéria, que contou com um colaborador, dois jornalistas, e sabe-se lá quantos mais a
leram antes de ir para as páginas (impressas e digitais) do jornal.
Minha pesquisa na Internet e em jornais impressos
prosseguiu, tendo prospectado uma fábula de lixo perigoso, tanto na superfície dos
textos traduzidos, de notícias reproduzidas de agências internacionais, quanto em suas
profundezas. A última notícia, traduzida da Associated Press, que provocou este aviso de
acidente no mar da informação jornalística, foi a de um australiano e de um
neozelandês náufragos, encontrados à deriva num bote salva-vidas no 11o,
digo, 12o dia.
A manchete anunciava um dia a menos de deriva, até aí
tudo bem. Mas logo no primeiro parágrafo uma frase soou como um direto no queixo. Os
homens estariam trazendo um motor de iate de 60 pés para um cliente de Sydney,
Austrália. Ora, o texto abria com a localização da notícia em Hanói, Vietnam, como
poderiam estar trazendo algo? Certamente eles estavam levando, assim como a
gramática e a mente do leitor estiveram levando uma surra. Mas o pior estava para vir.
Investiguei no texto original de AP e de outros veículos chineses e australianos (graças
à Internet) e descobri que os pobres náufragos levavam um motor yacht, que
é um tipo de veleiro equipado com um possante motor, podendo fazer longas viagens sem
utilizar as velas. Descrição irrelevante para o leitor em português, pois, quem é do
ramo se refere a motor yacht assim mesmo, e tanto faz, continua sendo veleiro.
Grande. A propósito, tinha 20 metros, portanto, 6 pés a mais do que o noticiado. Quem é
do mundo dos barcos sabe quanta diferença isso faz.
Bem, o texto era um acidente atrás do outro. A frase
ao final, sem edição, sem copy desk, e com muita pressa ou pouca atenção, dispensa
comentários: Nos aconchegávamos juntos um ao outro como dois bebês para nos
mantermos aquecidos durante a noite. Durma-se com um barulho desses!
Entre a matéria do Tyson e esse naufrágio, encontrei
muitas outras semelhantes, isto é, com problemas graves de tradução. Não cito nomes
porque não se trata de um patrulhamento gratuito, nem pensar. Mas de um chamado de
distress, um alerta de problemas no horizonte, um apelo para que um salvamento
seja posto em curso, bens e vidas podem ser salvos. Por falar nisso, pelo código de
comunicação náutica, as expressões Sécurité! Sécurité! Sécurité! May Day! May
Day! May Day! Help! Help! Help! S.O.S não querem dizer exatamente a mesma coisa.
O aviso se justifica porque uma dessas expressões
utilizada na ocorrência errada pode causar pânico, ou socorro tardio, e, no caso das
traduções de notícias, é tão fácil resolver, não há necessidade de danos maiores.
Conversando com cientistas da
oceanografia tenho ouvido freqüentes reclamações quanto a péssimas traduções, assim
como de descrições impróprias em textos jornalísticos sobre eventos científicos em
geral. Isso não deixa de ser um problema de tradução, interpretação. Assim, o
público está recebendo desinformação, é aí que está o problema. Por isso, caros
colegas (repórteres, chefes de redação, diretores e donos de veículos), já que a
Internet, os editores de texto, os dicionários temáticos e de expressões idiomáticas
on-line facilitaram tanto a vida da gente, não custa investir um pouquinho mais de
atenção na hora de traduzir e interpretar, pelo menos.
Atenção, revisores de plantão:
este texto foi escrito, propositalmente com pressa, em exatos 40 minutos, com base no
repertório memorizado, portanto, mãos à obra.
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