Boa Viagem
Por Antônio Tôrres
"A
crônica existe desde o começo do mundo, ensina-nos Luís Peazê, neste seu livro
tão útil quanto agradável. Pois o lemos com aprendizagem e prazer.
Ele vai longe
na cronologia do gênero, levando-nos a um passeio histórico às origens do primeiro
texto literário, surgido na Mesopotâmia, há 3 mil anos a.C. E de lá nos guia aos
primórdios da crônica jornalística, na Inglaterra do século XVIII, e à França, já
no apogeu dos cronistas.
Depois desta volta no tempo, chegaremos às esquinas do Rio de Janeiro entre as últimas
décadas do século XIX e as primeiras do século XX .
Era ali que
se postavam sumidades como José de Alencar, Machado de Assis e João do Rio, para
observar a alma encantadora das suas ruas. E estes são apenas alguns dos que fizeram a
crônica parecer coisa nossa, com marca de origem e carimbo de autenticidade nacional.
O passeio segue pela contemporaneidade adentro e afora, até descobrirmos os modos de usar
a crônica do próprio Luís Peazê. Boa viagem.
http://tribunadonorte.com.br/coluna.php?id=2023
TRIBUNA DO NORTE, Natal, RN
Toque - Livros e
Cultura 20/12/2006
Por Carlos Peixoto
Aventure-se pela crônica
*Carolina Feital - Contexto
Assessoria
A crônica é capaz de levar o leitor a uma viagem pelo mundo, num piscar de olhos. Tudo
isso, em poucos minutos. Em seu novo livro, com selo da Imago Editora, Crônico - Uma
aventura diária -Nas Esquinas do Rio (160 páginas. R$ 30,00), Luís Peazê convida
o leitor a se aventurar.
Peazê mostra que às vezes uma crônica pode marcar mais que um livro. E em tempos de
internet, qualquer pessoa alfabetizada pode escrever sobre sua visão do mundo e expressar
a opinião, mas com muito cuidado, pois nem tudo que se escreve é crônica. Uma dúvida,
ainda aberta, é se jornalistas que escrevem bem se tornam cronistas ou cronistas que
escrevem mal se tornam jornalistas? (respostas para essa coluna).
Certeza, certeza é que ninguém é apenas cronista na vida (a exceção que confirma a
regra deve ter sido Rubem Braga). Peazê está inserido na regra. Além de cronista, é
romancista, tradutor e jornalista. Escreve crônicas diariamente desde 1998. Foi analista
de sistemas, empresário no Brasil, Estados Unidos e Austrália, e publicitário premiado
com medalhas de ouro, prata e bronze pela Escola Superior de Propaganda e Marketing.
Membro da Hemingway Society - USA, tradutor do romance Por Quem os Sinos Dobram, de
Ernest Hemingway (Bertrand, 2004).
Uma das características marcantes da crônica é que ela permite a cada escritor, seja
ele jornalista ou cronista, ter uma idéia própria sobre o estilo. Em Crônico - uma
aventura diária nas - Esquinas do Rio, Luís Peazê não pretende ensinar a escrever
crônicas, mas fazer com que o leitor entenda o sentido real da técnica.
Luís Peazê conta que seu caso crônico com a crônica começou nos tempos e
que morava na Califórnia. Para matar as saudades do Brasil, puxava na memória uma
esquina do Rio de Janeiro e escrevia para o site Clínica Literária(c) com o título
guarda-chuva Nas Esquinas do Rio. O mais interessante é que os textos começaram a
aparecer em outros veículos digitais e impressos. De lá para cá escreve uma média de
20 ao mês. E já são mais de 2000 crônicas.
Mas por que a crônica fascina tanto? Para o autor, uma das razões é a liberdade que se
tem para escrever o que se passa em dado momento, sem a preocupação com a
imparcialidade, esta dose de risco intelectual.
Aventure-se
Por Carol Feital
A crônica é
capaz de levar o leitor a uma viagem pelo mundo, num piscar de olhos. Tudo isso, em poucos
minutos.
Em seu novo
livro, com selo da Imago Editora, Crônico uma Aventura Diária nas Esquinas do Rio de
Janeiro, Luís Peazê convida o leitor a se aventurar.
Peazê mostra
que às vezes uma crônica pode marcar mais que um livro inteiro. E em tempos de internet,
qualquer pessoa alfabetizada pode escrever sobre sua visão do mundo e expressar a
opinião, mas com muito cuidado, pois nem tudo que se escreve é crônica.
Jornalistas que
escrevem bem se tornam cronistas ou cronistas que escrevem mal se tornam jornalistas?
Uma das
características marcantes da crônica é que ela permite a cada escritor, jornalista,
cronista, ter uma idéia própria sobre ela. Em Crônico - uma aventura diária nas -
Esquinas do Rio de Janeiro, Luís Peazê não pretende ensinar a escrever crônicas, mas
fazer com que o leitor entenda o sentido real da técnica.
O autor conta
que seu caso crônico com a crônica começou nos tempos e que morava na Califórnia. Para
matar as saudades do Brasil, puxava na memória uma esquina do Rio de Janeiro e escrevia
para o site Clínica Literária© com o título guarda-chuva Nas Esquinas do Rio. O mais
interessante é que começaram a aparecer em vários outros veículos digitais e
impressos. De lá para cá escreve uma média de 20 mês, são mais de 2000 crônicas.
Mas por que a
crônica fascina tanto? Para o autor, umas das razões é a liberdade que se tem para
escrever o que se passa em dado momento, sem a preocupação com a imparcialidade, esta
dose de risco intelectual. Um traço da aventura diária nas esquinas do rio.
Enfim, a
verdadeira história da crônica, reunindo neste livro definições e colaborações de
cronistas consagrados no Brasil como José de Alencar, Machado de Assis, Moacyr Scliar,
Artur da Távola, Carlos Eduardo Novaes, Walter Galvani, Antônio Tôrres entre outros.
CRÔNICO também traz curiosidades e uma coletânea comemorativa de Nas Esquinas do Rio, e
ainda outras três crônicas dedicadas ao jornalismo, e "três crônicas inéditas,
que deveriam ser contos", reunidas em O DIÁLOGO de Verissimo (pai) com Verissimo
(filho).
Você nunca
mais vai ler ou escrever crônica do mesmo jeito!
Sobre
o autor: Verbete na Enciclopédia Brasileira de Literatura: Peazê, Luís,
cronista, romancista, tradutor e jornalista (MTB 24338). Escreve crônicas diariamente
desde 1998. Foi analista de sistemas, empresário no Brasil, Estados Unidos e Austrália,
e publicitário premiado com medalhas de ouro, prata e bronze pela Escola Superior de
Propaganda e Marketing. Membro da Hemingway Society USA, tradutor do romance
Por Quem os Sinos Dobram de Ernest Hemingway (Bertrand, 2004). Um dos títulos
do autor: Alvídia Um Horizonte a Mais, narrativa da aventura de largar
tudo, construir um veleiro com as próprias mãos e velejar com sua mulher, Helga,
ambos sem experiência prévia, num dos mares mais perigosos do mundo, nas costas sul,
leste e norte da Austrália. Mais bibliografia em www.luispeaze.com/home.htm |