Primeiro barco de madeira construido no Brasil
É destaque no mais tradicional Festival de Barcos de Madeira do MundoClínica Literária - agência de notícias
Entrevista:
contato@clinicaliteraria.com.br
Postado em 17 de março de 2009 - 12:00:00 BRT
Há décadas realiza-se em Port Townsend, USA, o mais
tradicional festival de barcos de madeira do mundo, o Wooden Boat Festival.
O Dinghy Peazê,
construido pelo artesão naval, escritor e jornalista Luís Peazê, será a primeira
embarcação brasileira a ser exibida neste evento de projeção internacional.
Trata-se o Dinghhy Peazê de uma réplica do famoso
Columbia 12´ de Nathanael Herreshoff, considerado o introdutor de técnicas e
metodologias na indústria de barcos a vela de lazer e competição, a partir do final do
século XIV. Até os dias de hoje seus barcos inspiram arquitetos navais e são objeto de
admiração dos entusiastas da náutica e saudosistas deste meio particular, o dos barcos
clássicos de maderia.
O Dinghy Peazê recebeu o apoio parcial da Aracruz Produtos de Madeira, uma join venture da Aracruz/Weyerhaueser, que produz um hibrido de
espécie de floresta plantada de eucaliptos, chamado Lyptus,
considerado a madeira nobre do futuro. Toda a madeira utilizada na construção do barco
será Lyptus e as despesas de transporte da embarcação para o evento serão custeadas
por aquela empresa.

O Wooden Boat Festival deste ano é o de número 33 e
realizar-se-á entre os dias 11, 12 e 13 de setembro. No evento são exibidas
embarcações de todos os tamanhos e tipos, para venda ou simplesmente por puro prazer de
seus proprietários, e a única condição para participar é que sejam de madeira.
Também participam do WBF expositores fornecedores de produtos náuticos. Mas o evento é
acima de tudo um congraçamento da comunidade de "boating people", pessoas da
náutica, e é conduzido numa atmosfera envolvente de música folclórica (americana),
comida, brincadeiras na água, tais como as regatas de barcos pequenos. Ainda, no evento,
são ministradas rápidas oficinas, patrocinadas tanto pela Wooden Boat Foundation quanto
pelo Maritime Center, entidade que está no momento em franco processo de construção
patrocinada pela comunidade local, de indivíduos, poder público e empresas privadas. No
evento de 2008 foram exibidas perto de 200 embarcações e, apesar da crise nos
Estados Unidos, os organizadores estão otimistas e fazendo planos de superar aquele
número.
Luís Peazê recebeu um convite especial para exibir o
Dinghy Peazê no Wooden Boat Festival e também para realizar algumas palestras sobre sua
aventura na Austrália, onde largou uma vida de empresário para construir com as
próprias mãos um veleiro, o seu sonho na época, década de 1990. Após construir o
barco, Peazê passou a viver a bordo com a sua mulher, a cientista social Helga Leal, e
velejaram juntos mais de 10.000 milhas na costa australiana, aventura narrada no livro Alvídia, Um Horizonte a Mais. Antes de ser
empresário na Austrália e Estados Unidos, Peazê contribuia para jornais como
articulista (talvez precursor da informática) para o mercado de processamento de dados, o
que lhe deu o gosto pelo jornalismo e passou a fornecer matérias especializadas como
freelancer; também foi analista de sistemas e publicitário premiado pela Escola Superior
de Propaganda e Marketing. Segundo o próprio Peazê, sua aventura maior não foi
construir um barco com as próprias mãos e aprender a velejar sozinho no Mar da
Tasmânia, foi largar tudo para realizar um sonho. A partir de então não faz outra
coisa, tentar realizar sonhos e estimular pessoas a fazer o mesmo. Participar do Wooden
Boat Festival é mais um sonho antigo de Peazê.
Curiosamente a cidade de Port Townsend é conhecida pelo
apelido carinhoso de cidade dos sonhos.
Clique em Wooden
Boat Festival, para mais informações sobre o evento.
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Entrevista: contato@clinicaliteraria.com.br
Postado em 17 de março de 2009 - 12:00:00 BRT
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